ASMPF participa do Ato em Defesa dos Direitos Sociais e da Justiça do Trabalho
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ASMPF participa do Ato em Defesa dos Direitos Sociais e da Justiça do Trabalho

Nesta segunda-feira (21), a Associação dos Servidores do Ministério Público Federal (ASMPF) participou do Ato em Defesa dos Direitos Sociais e da Justiça do Trabalho, realizado no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região. O evento foi organizado pela Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas (ABRAT). A ASMPF foi representada pelo tesoureiro, Joanildo Santiago e pelo secretário-geral, Osmaldo de Souza.

O Ato teve por objetivo mostrar a força das frentes sindicais e associações, bem como dos magistrados e advogados em defesas dos direitos trabalhistas e contra a reforma da previdência.

                    Joanildo Santiago e Osmaldo de Souza

Estiveram presentes, também, no evento a advogada e presidente da ABRAT, Alessandra Camarano; o presidente da OAB/DF, Délio Lins e Silva; a juíza e vice-presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (ANAMATRA), Noêmia Gacia Porto; o procurador do Trabalho e vice-presidente  da Associação Nacional dos Procuradores do trabalho (ANPT), Hélder Amorim; o coordenador do SINDJUS, Abdias Trajano; a ministra Delaíde Alves Miranda Arantes, integrante do Grupo de Trabalho, Constituição e Cidadania  da UnB; a Deputada Federal, Érika Kokay (PT-DF) e demais representantes das entidades associativas de classe.

                                  Elise Correia – AAT/DF

A abertura do evento foi procedida pela vice-presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas do DF (AAT-DF) a advogada, Elise Correia, que começou agradecendo a presença dos representantes associativos no Ato, mostrou-se claramente contrária ao retrocesso que põe em risco os direitos e as leis trabalhistas no Brasil. “Estamos trabalhando hoje para manifestar a proteção do direito do trabalho e dos direitos sociais. A medida tomada pelo presidente eleito (Jair Bolsonaro – PSL) em extinguir o Ministério do Trabalho foi um retrocesso e um ataque aos direitos sociais, além de ser uma violação ao trabalho que o MPT vem construindo ao longo dos anos”, disse Elise.

Além das ameaças às Leis Trabalhistas, citou o caso da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300 que afirma em seu texto a alteração do artigo 7º da Constituição, propondo ampliação da jornada diária de trabalho para dez horas.

                                  Délio Lins – OAB/DF

Para o presidente da OAB/DF, Délio Lins, todas as instituições devem conhecer a dimensão do Ato em Defesa dos Direitos Sociais e da Justiça do Trabalho- que está ocorrendo em diversos estados, além do Distrito Federal. “A Justiça do Trabalho é importantíssima e deveria, sim, servir de exemplo para as outra, como o bom relacionamento entre magistrados e juízes. E não ser atacada constantemente como estamos vendo. Todos vocês se sintam abraçados pela Ordem hoje neste movimento, pois teremos sim muito trabalho pela frente para defender o Estado Democrático de Direito”, frisou Lins.

Segundo o procurador do Trabalho, Hélder Amorim, estamos passando por momentos de profundo abalo às premissas que constituem fundamentos do nosso Estado Democrático de Direito. “A proposta de extinção da Justiça do Trabalho não se pauta em nenhuma premissa verídica da realidade social. Cabe-nos propor debates abertos sobre o assunto e de forma honesta e clara”, afirmou Amorim

                                Hélder Amorim – ANPT

A ASMPF, que também participou desse ato solene em defesa da classe trabalhadora, como representante de parcela da classe trabalhadora deste País, não se furtou à gravidade que representa para toda a sociedade a possível extinção do Ministério do Trabalho e, diante da gravidade dos fatos, não poderíamos ficar silentes. Consideramos que não se trata de uma bandeira política e sim a defesa de direitos conquistados ainda na Era Vargas e que têm na Constituição seus princípios basilares. Retroceder a tais conquistas seria também condenar futuras gerações e colocar os trabalhadores em pé de igualdade com patrões na disputa por seus direitos.

 

 

ASMPF

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES

  

 

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