Hoje (03/06) é dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil, e quando se fala sobre obesidade, destacamos um dos males mais preocupantes deste século. Só no Brasil, são cerca de 18 milhões de casos, o dobro de três décadas atrás. A obesidade é caracterizada pelo excesso de gordura corporal e merece muita atenção, pois prejudica a qualidade de vida e acarreta diversos problemas para a saúde de crianças, jovens, adultos e idosos. 

O organismo humano é o resultado de diferentes interações entre o seu patrimônio genético, ambiental e comportamental. Por exemplo, filhos com pais obesos apresentam alto risco de obesidade, bem como determinadas mudanças sociais estimulam o aumento de peso. Recentemente, estudos apontam que a obesidade está associada a diversos fatores simultâneos que influenciam neste processo de desequilíbrio.

O ganho de peso é reflexo de um aumento na ingestão alimentar e uma redução no gasto energético. O aumento de calorias ingeridas pode estar associado à quantidade de alimentos consumidos ou pela sua qualidade, assim como o gasto energético pode ser resultado de características genéticas, fatores clínicos ou sedentarismo. O parâmetro mais utilizado para diagnóstico é o Índice de Massa Corporal, que calcula a relação entre peso e altura do paciente. Os resultados apontam se o paciente possui um I.M.C normal (com variável entre 18,5 e 24,9) ou acima do peso, com gravidades diferentes, que variam do sobrepeso à obesidade mórbida.

No sobrepeso, o paciente já sofre com vários problemas. A formação dos cálculos renais é um deles, já que o excesso de gordura reduz a capacidade natural do organismo de reagir à insulina, favorecendo o acúmulo de cálculos. Os joelhos também passam a sofrer prejuízo, já que o peso excessivos sobrecarrega os membros inferiores, propiciando possíveis artroses.

Já a obesidade moderada traz diversos riscos à saúde. O acúmulo de gordura na região do pescoço pode desenvolver problemas de apneia, devido ao estreitamento desta área, o que favorece o fechamento da glote. Os riscos de doenças hepáticas são altos, já que a gordura não é totalmente metabolizada pelo corpo e acaba se acumulando na região do fígado. Na caso da obesidade grave, inclui-se ainda maiores propensões ao desenvolvimento de hérnias de disco, devido ao excesso de peso e má postura. Também aumenta consideravelmente a probabilidade de sofrer com a Diabetes Tipo 2, devido ao aumento do tecido gorduroso na região da cintura.

O último estágio é mais crítico. A obesidade mórbida afeta toda a qualidade de vida do paciente, pois, além de todos os problemas citados, os riscos de hipertensão e diversas doenças cardiovasculáres são extremamente elevados, já que o organismo sofre resistência à insulina e existem alterações significativas na circulação sanguínea.

Para prevenir a obesidade, o indicado é sempre manter o equilíbrio entre a ingestão e o gasto energético. Para isso, a ajuda especializada é fundamental para determinar uma dieta de acordo com suas individualidades. O uso de medicamentos e as cirurgias bariátricas são recomendados apenas em casos específicos, como obesidades mórbidas ou paciente que sofrem com a diabetes. Na maioria dos casos, a reeducação alimentar e a adoção de hábitos saudáveis, como a prática de esportes e caminhadas,  podem reverter até mesmo quadros mais avançados. O importante é ficarmos atento para este mal que, infelizmente, acomete milhões de pessoas no mundo inteiro e traz prejuízos para a nossa sociedade e principalmente, nossas crianças.

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